Não vou
reclamar
Da minha
sorte, ou falta dela
Não sou quem
perde
Nem a certa
da história
Muito menos a
mocinha
Sou a
vilã? Não sei
Não escrevo o
roteiro
Apenas sigo o
guião
Muitas
vezes me colocando
No papel da
vítima, a injustiçada
Exercendo com
mestria o meu papel
Sendo uma
atriz fenomenal
Esperando do
mundo reconhecimento
Na
ingenuidade acreditando na humanidade
Tomando desse
cálice vezes sem conta
Me
embriagando
Cometendo
loucuras
Crimes bárbaros
Que nunca
sairão do teatro da minha mente
Invejado a
liberdade
Dos que dá
minha idade
Tem liberdade
para viver a flor da mocidade
Seria pura
maldade
Renegar a
bondade?
Fazer parte
da dark side
Viver em
outra cidade
Uma outra
realidade
Ter mais
liberdade
Mas que
adianta o querer fazer sem ação?
O fazer, mais
do que fazer
O bem fazer
Almejado me
libertar da ilusão
De ser
personagem principal
A escolhida
para algo especial
Ansiando as
estrelas e o infinito
Na minha
arrogância me sentindo a tal
Para ver se esqueço
todo mal
Da sociedade
atual
Linda Nascimento

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