sexta-feira, 23 de outubro de 2020

Fumaça

 


A fumaça, o balançar dos carros
Deixa meu estômago enjoado
Perante a ansiedade
Por não saber o que esperar
Incerto é o futuro desta cidade
Que vem sendo meu lar
 
Sentindo meu interior revirar
Enojada pela maldade
Que habita a humanidade
Vendo a decadência da integridade
Perambulando pela cidade
Que hoje é apenas
Uma sombra da realidade
 
Dois dedos na garganta
Preciso vomitar
O que me faz mal
Junto como minha indignação
Em minhas palavras, meus versos
Purificado minha alma
Me livrando da sujeira de um olhar sedento
Um toque cheio de maldade
 
Lutando contra a fumaça
 Esforçando para respirar ar puro
Não contaminando
Quer pela função
Quer pela maldade
Que habitando a humanidade
Que se torna visível pelo
Olhar sedento
 
Linda Nascimento 

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