Dona Morte, peço-te
Que não me leve hoje
Dá-me mais algum tempo
Para ficar com os meus
Não me leve por favor
Para longe de quem
Tanto quero bem
Comprei hoje um livro
Um presente para o meu irmão
Quero poder ver desenvolver-se nele
Esta mesma paixão pela leitura
Que me permite colorir o mundo
Com corres diferentes as quais possui
Cores vibrantes, vivas e quentes
Tão diferentes do costumeiro
Branco, preto e cinza
Quero poder dizer para a
Minha mãe o quanto amo-a
Indememdente de nossas rixas
Ou dos motivos que tem para
Queixar-se de mim
Nada importa se não puder
Viver por mais algum tempo
Ao lado dela que é tão bela
Que com gracejos costumo
Dizer, a brincar, que me saiu
No que refere-se a beleza
Dona Morte, peço-te
Tenha pena de mim
Que ainda sou tão jovem
Mal tive tempo para viver
Todas as aventuras que tenho
Planejados para esta minha vida
Que embora monótona não é chata
Pois por estar viva posso criar
Quantas historias desejar
E sequer preciso de passaporte
Uma vez que no reino da imaginação
não existem fronteiras ou barreiras
Lá nada é capas de prender-me
Linda Nascimento Rocha