terça-feira, 30 de novembro de 2021

Dona Morte

 


Dona Morte, peço-te 
Que não me leve hoje 
Dá-me mais algum tempo 
Para ficar com os meus 
Não me leve por favor 
Para longe de quem 
Tanto quero bem  

Comprei hoje um livro 
Um presente para o meu irmão 
Quero poder ver desenvolver-se nele
Esta mesma paixão pela leitura 
Que me permite colorir o mundo 
Com corres diferentes  as quais possui
Cores vibrantes, vivas e quentes
Tão diferentes do costumeiro 
Branco, preto e cinza 

Quero poder dizer para a 
Minha mãe o quanto amo-a 
Indememdente de nossas rixas 
Ou dos motivos que tem para 
Queixar-se de mim 
Nada importa se não puder
Viver por mais algum tempo 
Ao lado dela que é tão bela
Que com gracejos costumo
Dizer, a brincar, que me saiu
No que refere-se a beleza

Dona Morte, peço-te 
Tenha pena de mim 
Que ainda sou tão jovem 
Mal tive tempo para viver 
Todas as aventuras que tenho 
Planejados para esta minha vida
Que embora monótona não é chata 
Pois por estar viva posso criar 
Quantas historias desejar 
E sequer preciso de passaporte 
Uma vez que no reino da imaginação
não existem fronteiras ou barreiras 
Lá nada é capas de prender-me 

Linda Nascimento Rocha  

   

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