Ultimamente sinto que tudo tem se tornado
Em um gatilho para desencadear em mim
Processos depressivos, um atrás do outro
E é quase sempre quando pego-me pensando
Nas coisas que já passaram e que eu sei
Que já era suposto as ter superado
Mas simplesmente não consigo
A esta altura sequer sei se quero
Enquanto tudo deixar-me extremamente irritada
Procuro ficar o mais isolada possível
Não quero arrepender-me depois de algo
Em um gatilho para desencadear em mim
Processos depressivos, um atrás do outro
E é quase sempre quando pego-me pensando
Nas coisas que já passaram e que eu sei
Que já era suposto as ter superado
Mas simplesmente não consigo
A esta altura sequer sei se quero
Procuro ficar o mais isolada possível
Não quero arrepender-me depois de algo
Que disse ou fiz em um momento de fúria
Sei que minhas ações podem ser facilmente
Interpretadas como egoísta, talvez sejam
Mas quem se importa? Eu é que não
Por vezes apenas quero poder sumir
Mas mesmo que eu realmente conseguisse
Apagar a minha existência não poderia
Apagar o rastro que ela já deixou
Mas isso é apenas a minha depressão
A dar indício de que está de volta
Para passar mais uma temporada
Sorte a minha! Não é mesmo?
Qual visitante indesejado que simplesmente
Recusa-se a ir embora de uma casa
Que sequer lhe pertence
E o que fazemos senão aceitar e
Confortarmo-nos, mesmo que a contragosto,
Com a sua presença, mais do que, indesejada
E por detrás de um sorriso forçado
Ou do meu, aparente, descaso
Escondo como realmente sentir-me
Na maior parte do tempo
Porque não quero preocupar ninguém
Nem parecer que quero chamar atenção
Sei que minhas ações podem ser facilmente
Interpretadas como egoísta, talvez sejam
Mas quem se importa? Eu é que não
Mas mesmo que eu realmente conseguisse
Apagar a minha existência não poderia
Apagar o rastro que ela já deixou
Mas isso é apenas a minha depressão
A dar indício de que está de volta
Para passar mais uma temporada
Sorte a minha! Não é mesmo?
Recusa-se a ir embora de uma casa
Que sequer lhe pertence
E o que fazemos senão aceitar e
Confortarmo-nos, mesmo que a contragosto,
Com a sua presença, mais do que, indesejada
Ou do meu, aparente, descaso
Escondo como realmente sentir-me
Na maior parte do tempo
Porque não quero preocupar ninguém
Nem parecer que quero chamar atenção
Linda Nascimento Rocha
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